domingo, 22 de maio de 2011

Nada mesmo.



Sabe, sonhei que eu era um náufrago.
Isso, um náufrago, sabe?
Naquele momento em que tudo o que não importa
Some. Sabe?

E tudo aquilo que fica é o que é importante.
Estás ali, e tu se agarra no que dá, sabe?
Tu esquece dos outros,
O negócio é você contigo mesmo.

E claro que tu vai sentir falta dos outros,
Sabe? Claro que tu vai.
Mas eu sonhei que eu tava ali, e era aquilo.

O momento da minha morte, e o momento
Que eu soube quem eu era, sabe?
- Eu não sei. Eu não sei de nada, nada mesmo.

4 comentários:

Mr. Shankly disse...

Como disse Ortega y Gasset: essas são as únicas ideias verdadeiras...

@samambaia_ disse...

quem sabe?

Crιs disse...

Não sei. Mas achei muito bom.

Anônimo disse...

É pura aflição esse momento. Depois disso, tudo arde mais aos sentidos.