domingo, 3 de abril de 2011

U O! U Ó!


Um pão mofado em cima da mesa
Olhar faminto de quem se importa
Um clique do abrir da porta
Opta pelo ronco na barriga da cabeça
Uma mão que avança como se estivesse salva
Os dentes sujos que mastigam sem mais pudor
Uivo de animal alimentado pelo finalmente
Ócio amargo e orquestrado instinto de horror
Usurpado da seu antigo status social
Ouve as derrotas nas ruas, pelas esquinas
Ultrajado herdeiro de uma importante família
Óbvio que em outra hora ele não teve nenhuma sina
Ultimamente invade lares para conquistar o almoço
O que será que será dele e de todos
Uns por aí no futuro sem certezas, mas de
Olhos presentes nesta nova consciência
Uma que está chegando, berrando bem alto
Ouçam, é o mesmo mundo, mas são outras as pessoas
Um pão mofado será colocado em cima da mesa
Olha, faminto, e não mais se importa

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