sexta-feira, 12 de março de 2010

Ondas Cotidianas.


Cena 1.

A fúria e a raiva.
De um romance desafogado.
Em plena metade da linha
Do teu horizonte.
Não vê que sou eu que tu vê.
Mas não sou eu mais quem te vê.
Na volta?
Vejo ela, que era você.
Mas se afogava e foi salva.
Por aquele que não mais te vê.

Intervalo.

Muda de canal que está chato.
Ter que ver tanto comercial.
Muda de companheiro que está chato.
Ter que comercializar tantos beijos.

Cena 2.

Helicóptero decolando.
Todo mundo para e olha.
Ora, bolas.
Lá se vai um viajante.
Se fosse meu amor,
Chorarias.
Como não sou,
Só olhas.

Desliga.

Tanta coisa chata acontecendo no mundo.
Tanto mundo falso tropeçando nos cadarços.
Que desligo ele. Assim, desligo.
E então eu ligo a TV do meu coração.
Olá, Ilusão!

Um comentário:

Gabriel k. disse...

A ilusão é ótima, não? Eu acho só no âmbito da idéia...