quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Entre os rins da esperança.


Sinto que estou me tornando maior
vida e conhecimento
lendo, experimentando, esperando e agindo
sempre crescendo, potenciais...

O problema disso é que quanto maior fico
maior fica também minha solidão
menor fica o meu preenchimento
preciso achar mais coisas para me completar

E as coisas não existem, não existem,
não existem, não existem, existem só palavras
reproduções de ideais que me completariam
idéias do que preciso, do que desejo.

Amor, momentos, risadas, motivos, mudanças,
choros, beijos, suor, viagens, textos, imagens,
movimento, sexo, bebida, comida, sussuros,
nascimento, expectativas, satisfação, morte.

Dizem que a única certeza da vida é a morte,
mas não creio nem que ela consiga me complementar
na verdade busco uma alma que me confronte
e confrontos que me venham com alma.

Cansei da minha poesia, quero sia, quero poe,
quero desfigurar as verdades, e quero uma só verdade
quero ser conservador e progressista, quero ser sim e não
sou brilhante carcaça, me falta somente a massa.

Boa noite, solidão!

4 comentários:

eu disse...

nem li, só passei os olhos.

boa noite.

solidão aqui tb.

Thaís V. Manfrini disse...

Buenas.

Gabriel k. disse...

uma coisa me deixou assustado nesta história de hoje: as coisas não existem, mas as palavras sim. Opa! Se você repetir infinitas vezes que as coisas não existem e que na sua frente não é a Via Dutra de Sampa, mas sim um campo florido, duvido que você saia vivo desta. Objetividade ontológica é superior à epistemológica. Os existencialistas estavam equivocados em se colocar como marco fundador do mundo. Cuidado, amigo Ismael. Eles são perigosos. :D

Felipe Figma disse...

Bonita poesia, mas a solução para o problema em questão eu conheço. Pena nossas opiniões divergirem nesse ponto =)

Saudade de nossas conversas rapaz!

Aquele abraço!