domingo, 14 de fevereiro de 2010

Carnaval.


A tarde chega enforcando os minutos em contínua expressão desapercebida por todos os que já desistiram de tentar rascunhar o inefável tempo. Olhos ainda cansados das labaredas de cores carnais que jamais imaginariam encontrar entre as dobras rotas das rodas que movem a madrugada.

Madrugada esta que fora pervertida ao ter o seu silêncio quebrado não por poesias de baixas mas sim por encardidas vibrações estabelecidas como necessárias neste período. Falaram para o triste senhor que procurava um sentido nisso tudo que este sentido estava no desapego que só chega para quem se entrega aos membranofones.

Mesmo depois do desassossegado sono estas palavras ainda não fazem sentido para os que, como o senhor experiência, se encontram descorados sentimentais durante esta tarde de verão.

4 comentários:

fábio bocanegra. disse...

como eu já te disse,

tu tens o dom na prosa poética.

e essa não é diferente.

abraços

kaiijy disse...

a vírgula mandou um beijo.

apesar d'eu achar que é só divergência de estilo da minha parte :D

POBRE MEU BLOG disse...

Legal aqui cara! Voltarei.

Diego Rodrigues disse...

Olá, Ismael;

Parabéns pelo blog, e obrigado pelas visitas ao Vagabundos!

Abraço!