domingo, 3 de janeiro de 2010

Morte.


Dirigindo na madrugada
Cálida pelas janelas do carro
Entram estrelas que viram
Faróis, nos meus olhos nuvens
Se transmutam em
Continentes.

Dos céus monstros sopram
Gelado transpiram abafadas
Grandezas teus poros sangram
Belezas...

...belezas palpitam em meu
Coração.

E então percebo que perto
Disso sou o nada e percebo que
Ainda tenho muita estrada
Que em linha reta avanço
Território em linha reta avanço
Vida.



"A morte (ou sua alusão) torna preciosos e patéticos os homens. Estes comovem por sua condição de fantasmas; cada ato que executam pode ser o último; não há rosto que não esteja por dissolver-se como o rosto de um sonho. Tudo, entre os mortais, tem o valor do irrecuperável e do inditoso. Entre os Imortais, ao contrário, cada ato (e cada pensamento) é o eco de outro que no passado o antecederam…"
- Jorge Luis Borges

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