sábado, 17 de outubro de 2009

Cartase da escravidão cultural pelo Sr. LoveFuck aos servos renascentistas expatriados: Parte I

Schiele teve um pai doido
Cada dia aparecem mais filmes para ver.
Cada dia aparecem mais livros para ler.
Cada dia aparecem mais discos para ouvir.
Cada dia desaparecem mais horas para amar.

Amar no sentido romântico, banalizado, inventando.
Vemos o tempo passando e nossas vidas acabando.
A cada segundo vivido é menos um segundo contigo.
E quem é você? Por qual motivo perco meu tempo pensando?

Existem outras formas de amar. Mas cadê? Por quê?
Existem? A cada dia mais filmes, livros, discos.
A cada dia menos amor, menos corpo, menos sentimento.
Menos alma. Menor a preocupação com o certo.

Nem me preocupo mais se este poema está correto.
Só não quero saber o que vou fazer amanhã.
Menos tempo para o amanhã e para o tempo.
Mais tempo para você. Se você estivesse aqui...
Mas aqui só estão meus discos, livros, filmes, espaços vazios.

Cada dia aparecem mais motivos para chorar.

"Sim, o eterno retorno significa que, cada vez que você escolhe uma ação, deve estar disposto a escolhê-la por toda a eternidade. O mesmo se dá com cada ação não realizada, cada pensamento natimorto. Toda a vida não vivida ficará latejando dentro de você, invivida por toda a eternidade." - Irvin Yalom

3 comentários:

D.K. disse...

Olá! Gostei do seu blog e gostaria de saber se vc faria trica de links com o meu blog que é sobre regravações de músicas. No caso eu colocaria seu link no meu blog e vice-versa! O que acha? Dê uma olhada e me responda: http://battleofsongs.blogspot.com/ Bjs

Marcella disse...

na teoria, como sempre.
indubitavelmente belo, como sempre.

Modorra Burlesca disse...

Digo que o poema livre é mais desafiador pro escritor porque este depende de uma idéia consistente a fim de preencher o espaço estético de efeito que o desregramento deixa em branco e o senhor é felizmente dotado de várias idéias consistentes.