domingo, 6 de abril de 2008

O paradoxo de nosso tempo


[ A versão abaixo é levemente diferente da versão do vídeo. Existem várias versões. Isso acaba sendo o que menos importa. Este texto se encontra em vários locais na internet, e normalmente postam como sendo ele de autoria de George Carlin, mas isso foi desmentido pelo próprio em seu site antes de morrer. Ele apontou o autor como o tal Dr. Bob Moorehead. Isso é outra coisa que pouco importa. Leiam, assistam, reflitam, e saiam daqui para viver as suas vidas. Sejam poetas do cotidiano! Sejam cotidianos na poesia da real existência! ]

O paradoxo do nosso período na história é que temos prédios maiores,
Mas temperamentos mais curtos;

Estradas mais largas,
Mas pensamentos mais estreitos;

Gastamos mais
E temos menos;

Compramos mais
E aproveitamos menos.

Nossas casas são maiores e nossas famílias menores,

Temos mais conveniências, porém menos tempo;

Temos mais estudo e menos bom senso;

Mais conhecimentos e menos capacidade de julgamento;

Mais especialistas e mais problemas,

Mais remédios e menos saúde.

Bebemos demais, fumamos demais, gastamos demais,

Rimos de menos, dirigimos com demasiada velocidade,

Perdemos com facilidade a paciência, dormimos muito tarde,

Levantamos com o corpo quebrado, lemos pouco,
assistimos TV em demasia e rezamos raramente.

Multiplicamos as nossas posses, mas reduzimos o seu valor.

Falamos demais, amamos de menos e odiamos muito.

Aprendemos como ganhar a vida, mas não como viver.

Adicionamos anos às nossas vidas e não vida aos nossos anos.

Fomos à Lua e voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua,
Para falar com o nosso novo vizinho.

Conquistamos o espaço exterior, mas não o interior.

Fizemos coisas maiores, mas nem sempre melhores.

Às vezes limpamos o ar, mas poluímos as almas.

Conquistamos o átomo, mas não os nossos preconceitos.

Escrevemos mais e aprendemos menos;

Planejamos mais e conseguimos menos;

Aprendemos a correr, mas não a esperar;

Construímos cada vez mais computadores, para armazenar mais
informações e produzir mais cópias,
Mas nos comunicamos cada vez menos.

Estes são os tempos do "fast food" e da digestão lenta;
De homens grandes, com personalidades mesquinhas;
De lucros enormes e relacionamentos pequenos.

Estes são os dias de dois empregos e mais divórcios;
Casas mais bonitas e lares desfeitos.

Estes são os dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis,
moralidade abandonada, encontros por uma noite, obesidade disseminada e pílulas para tudo, da alegria à calma e até à morte.

É um tempo onde há muito nas vitrines e pouco no depósito.

Um tempo onde a tecnologia permite que você leia isto e escolha o que fazer:
Dividir este sentimento ou apenas clicar em DELETE.


Lembre-se, diga uma palavra boa para aquele que lhe olha com fascinação,
Porque aquele pequenino crescerá em breve e o abandonará.

Lembre-se, abrace com carinho aqueles que estiverem ao seu lado,
Porque este é o único tesouro que você pode oferecer, e não lhe custa nada.

Lembre-se de dar as mãos para um alguém especial e aproveitar o instante,
Eis que, algum dia, aquela pessoa não estará ao seu lado em vida.

Dê um tempo ao Amor, dê um tempo às palavras, dê um tempo e divida os preciosos pensamentos da sua mente.

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