quarta-feira, 17 de outubro de 2007

[FanClip] Tempo Perdido - Legião Urbana

Faz tempo que falo disso para todo mundo, e creio nunca ter enviado para ninguém este esboço de roteiro. Dedico à todos que ouviram falar disso, mas que até hoje, nunca leram. Recomendo acompanhar a leitura ouvindo a música (e mantendo a imaginação bem ativa):

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Todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou
[Pálpebra de um olho feminino fechada Longos cílios que, repentinamente se erguem revelando um olho vermelho.]

Mas tenho muito tempo, temos todo o tempo do mundo
[Sol pondo-se em alta velocidade, pessoas e carros andando em altíssima velocidade.]

Todos os dias antes de dormir, lembro e esqueço como foi o dia
[A mulher aparece por completo, branca, de cabelos pretos, de camisola, aproximando-se de uma grande janela.]

Sempre em frente, não temos tempo a perder
[Close em seus lábios. Sua boca esboça um sorriso.]

Nosso suor sagrado, é bem mais belo que esse sangue amargo
[Corte seco e a mulher está vestida de preto, caminhando sozinha bem no meio de uma rua deserta, no meio da noite. Seu olhar parece assustado.]

E tão sério, e selvagem
[Ao fundo, atrás da mulher, no início da rua, um misterioso homem aparece entre a fumaça branca que sai de um bueiro.]

Veja o sol dessa manhã tão cinza: A tempestade que chega é da cor dos seus olhos castanhos
[A mulher esconde-se em um beco, o homem a persegue e a encontra de costas, agachada em uma parede. Close no olho do homem. O homem a toca no ombro.]

Então me abraça forte, e me diz mais uma vez
[A mulher vira repentinamente e o ataca na jugular.]

Que já estamos distantes de tudo: Temos nosso próprio tempo
[Corte seco para o homem, ainda vivo, deitado no colo da mulher que acaricia o cabelo da vítima e o balança como uma mãe faz para um bebê dormir. Detalhe: a boca da mulher e o pescoço do homem estão sujos de sangue.]

Não tenho medo do escuro, mas deixe as luzes acesas agora
[Corte. A mesma mulher andando entre anjos e os altos túmulos de um cemitério gótico. Apesar da noite, a mulher passeia como se estivesse no campo.]

O que foi escondido é o que se escondeu, e o que foi prometido, ninguém prometeu
[Entrando, cada vez mais fundo, no labirinto de túmulos, a mulher chega até um em especial. Empurra a tampa. Câmera subjetiva, como se alguém a observasse de dentro do túmulo sendo aberto.]

Nem foi tempo perdido; Somos tão jovens
[Corte para o conteúdo do túmulo: Rosas pretas. Não há cadáver.]

Tão jovens
[Uma mão masculina toca o ombro da mulher que se vira. É o homem. Ela sorri.]

Tão jovens
[Do alto, vemos os dois se abraçando como namorados que não se encontravam há tempos.]

(Continua somente os instrumentos)
[Andam, balançando as mãos dadas, pela rua do cemitério enquanto um travelling lento mostra a lua.]

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Alguém interessado em ser meu sócio para gravar este fanclip?

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3 comentários:

Ton-Kun disse...

Cagaio... Ficou bom... Rsrsrs
Você já falou há tanto tempo disso e eu nunca esqueci... Era uma das adaptações que eu mais queria fazer de Legião Urbana (Só após Faroeste Cabloco...). Infelizmente não tenho grana ou tempo... Posso ajudar na produção, só... =/

Thais disse...

Olha, eu conheço isso, e você já me chamou para ajudá-lo.
xD

Acho que apela demais para o vampirismo, mas tá bem legal... Dá pra imaginar direitinho e eis uma idéia com potencial.

^^

Cris disse...

Eu não tinha visto ainda, ou seja, é pra mim!!!

E, sim, topo ajudar a fazer isso. Mas quero aparecer também! Posso ser uma daquelas tias que fica usando o gato de espanador em segundo plano? hahaha

Beijinho