domingo, 2 de setembro de 2007

Of Wolf and Man - A Letter to Sirius

Antigo e eterno, venho de muito longe. Trago comigo a tristeza de estrelas apagadas, e a alegria de tê-las apagado. A honra de encerrar histórias fúteis, de apagar os erros humanos. Vã é a filosofia do homem, a luta para deixar de ser pó, e para não voltar ao pó. Eu conheço o tempo. Guardo seus segredos e os usei para moldar a história. Desde a destruição do Templo da Luz, até a derrubada do Shogunato. Das fórmulas alquímicas e tratados ocultos nos quadros renascentistas, ao segredo da fusão nuclear. Sou o manto negro, a adaga no coração do homem. A flecha que voa à noite, o lobo na porta da igreja. Meu sangue descende do Primeiro; o pálido azul da Lua e o vento frio da noite me pertencem por direito. Eu estou em vocês, e vocês não estão em mim; em breve, devo retomar minha parte. Tudo que planto, devoro.

2 comentários:

Estevão Augusto disse...

jóia, valeu!
abraços e obrigado pela força

Asas pra Peixes disse...

Raul teria cantado isso.
XD~~~~